CRITICAS DE FILMES E NOTICIAS DO CINEMA

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A COLETANEA DE CRITICAS DE FILMES E NOTICIAS
ESTÁ EM MANUTENÇÃO
VOLTAREMOS EM BREVE

Guerras no Rio de Janeiro

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Confronto entre policiais e traficantes pára trens no Rio

Sexta, 06 de Março de 2009 15h27

A guerra do tráfico de drogas no Rio de Janeiro alterou nesta sexta-feira, dia 6, mais uma vez, a rotina dos cariocas. De manhã, policiais que realizaram uma operação em quatro comunidades de Bangu, na zona oeste da cidade, foram recebidos a tiros por traficantes. Os trens do ramal Santa Cruz deixaram de circular em três estações da região por causa do confronto entre policiais e traficantes. Durante a troca de tiros, um trem que passava pela estação de Senador Camará teve a rede elétrica atingida.

A professora Janaína Araújo estava no trem, na estação de Senador Camará, e disse que viveu momentos de pavor por causa do tiroteio, que durou cerca de 30 minutos. De acordo com a professora, ela e outros passageiros saíram do trem que era alvo dos traficantes e foram para outro, já lotado, a fim de escapar dos tiros. Alguns passageiros correram pela linha.

“Muita gente estava espremida, com medo de ir para o lado de fora, mas conseguiu abrir a porta do trem e todos começaram a se jogar. Havia uma passagem muita estreita dos trilhos para a favela e as pessoas, por causa do desespero com o barulho de fuzis, entravam sem saber onde sairiam”.

A Supervia - empresa que administra a linha férrea - informou que os técnicos vistoriaram o local e constataram que a rede aérea que alimenta os trens foi danificada. Na operação, um suposto traficante morreu e foram apreendidos um fuzil e um radiotransmissor. A Polícia Militar continua ocupando as favelas.

A empresa informou ainda que a circulação deve ser normalizada até o fim da tarde. Os trens do ramal Santa Cruz estão circulando da Estação Central do Brasil a Bangu, nos dois sentidos.

Fonte: Agência Brasil

guerra entre polícia e bandidos

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Os Infiltrados mostra guerra entre polícia e bandidos

Em Boston, policiais e um grupo de traficantes vivem uma guerra intensa. E para tentar vencer o inimigo, os dois grupos adotam a mesma estratégia: um dos criminosos é escolhido para se infiltrar na polícia, e um policial se transforma em informante no meio dos traficantes. Essa é a trama do filme Os Infiltrados, dirigido por Martin Scorsese e que traz Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio e Matt Damon no elenco. Apesar do roteiro ter sido inspirado no filme Conflitos Internos, uma produção feita em Hong Kong em 2002, Os Infiltrados tem todas as características de um bom longa tipicamente norte-americano: inteligente, complexo e cheio de reviravoltas.


O IRA na atualidade

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O IRA ainda enfrenta a resistência de minorias dissidentes.

O Exército Republicano Irlandês, popularmente conhecido como IRA (siglas para Irish Republican Army), foi um dos mais ativos grupos terroristas do século XX. Sua atuação ficou marcada pela formação de grupos paramilitares que arquitetavam diversos atentados terroristas contra seu maior alvo: a Inglaterra. A oposição à nação inglesa era prioritariamente motivada pelo interesse de tornar a Irlanda do Norte uma região politicamente independente da Inglaterra.

Outra questão que motivava a ação deste grupo também tinha a ver com as diferenças religiosas encontradas no território norte-irlandês. A maioria da população – cerca de 60% – era praticante do cristianismo protestante e, por isso, acabava impondo seus costumes e interesses políticos em oposição a uma minoria de católicos. Com isso, parte dessa minoria religiosa viu no discurso nacionalista, militar e anti-britânico uma via de afirmação política.

Ao longo de sua trajetória, o IRA foi responsável por mais de 3500 mortes e manchou a famosa reputação diplomática inglesa com a resistência de seus integrantes. No ano de 2005, depois de uma série de tentativas de negociação, o IRA declarou o fim de sua “luta armada”. Entretanto, no final de 2007, um grupo que se intitulava parte integrante do movimento nacionalista irlandês tentou instalar uma bomba nas proximidades de um posto policial.

Em maio de 2008, um novo atentado à bomba ligado ao IRA feriu um policial. Esses dois episódios acabaram confundindo a opinião pública. Afinal de contas, o IRA acabou ou continua sendo uma ameaça latente? De fato, a grande maioria que engrossava as fileiras do movimento irlandês chegou à conclusão de que a via da luta armada não fazia mais sentido. Porém, a declaração de cessar fogo de 2005 acabou estabelecendo um “racha” que dividiu o IRA em três diferentes facções.

A primeira e a maior dessas facções é o chamado IRA Provisional. Entre 1969 e 1997, este grupo foi responsável por uma série de ações terroristas, focos de guerrilha e atentados ocorridos na Inglaterra e na própria Irlanda do Norte. Em seu auge, o IRA Provisional tornou-se a maior organização do continente europeu. No entanto, o início das negociações na década de 1990 desarticulou as ações de assalto do grupo provisional.

Os diálogos iniciais se deram entre os diversos grupos políticos norte-irlandeses e o governo do Reino Unido. Uma das mais expressivas vias de negociação foi estabelecida com o partido Sinn Fein, que representava politicamente as tendências separatistas irlandesas. No ano de 1996, grupos mais radicais negavam-se a reconhecer o esforço político britânico e, por isso, realizaram uma série de pequenos ataques. No ano seguinte, esse mesmo grupo fundou o chamado IRA Real.

O IRA Real (também conhecido como RIRA ou True IRA) estabeleceu um segundo momento de ruptura política interna dentro do movimento terrorista irlandês. No ano de 1986, disputas pelo controle político do Irish Republican Army deram origem a um grupo dissidente anterior chamado de O grupo da Continuidade (popularmente conhecido como CIRA). Os dois recentes atentados atribuídos ao IRA foram arquitetados por esses dois grupos de ruptura. De fato, o grupo “Real” e “da Continuidade” constituem uma pequena minoria que não acredita em uma resolução pacífica para o problema entre irlandeses e ingleses.

Guerra entre Líbano e Israel

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Esse conflito deixou um rasto de destruição

No dia 12 de julho de 2006, o mundo presenciou mais um conflito armado, desta vez entre o Líbano e Israel. Em uma ação desafiadora o grupo Xiita libanês provocou um ataque em Israel, no ataque morreram oito soldados e dois foram presos. Esse ataque teve como pretexto testar Ehudo Olmert, primeiro ministro israelense, e ver como ele se comportaria em crises militares, devido a sua inexperiência.


Após o ataque, Israel tomou uma atitude ofensiva militar contra os libaneses, com uma ação destruidora.

No dia seguinte aos ataques recebidos, Israel, temendo ser bombardeado, teve uma ação defensiva frente aos ataques libaneses. Os israelenses atacaram um aeroporto militar, esse estando destruído não poderia receber aviões vindos de países que forneciam armamentos ao Hezbollah.


Em resposta, os islâmicos lançaram mísseis em duas cidades israelenses e mataram duas pessoas.

No dia 14, o Hezbollah lançou dois mísseis iranianos C-802, fornecidos pelo Irã, atingiu embarcações de Israel e matou quatro oficiais.

No dia 25 de julho, Israel lançou panfletos sobre o território do Líbano com proximidade às áreas do conflito para que os civis se retirassem de suas casas, então Israel executou vários ataques simultâneos aéreos, navais e terrestres, com intenção de desestruturar as forças do Hezbollah.


Depois de passados 30 dias consecutivos de conflito armado entre os dois lados, no dia 11 de agosto, o conselho de segurança da ONU, propôs alguns dias de discussão para encontrar uma solução e colocar um fim no conflito.

Em forma de votação, 15 membros do conselho de segurança aprovaram a resolução 1701, elaborada por americanos e franceses, e puseram fim aos ataques por parte do Hezbollah, providenciaram a retirada das tropas de Israel do território libanês, colocaram ao longo da fronteira sul do Líbano o grupo de missão de paz da ONU e libertaram os soldados israelenses.


Século XX Guerra Civil Espanhola

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Com o apoio nazi-fascista, o general Francisco Franco venceu a Guerra Civil Espanhola.

Avessa às revoluções liberais que tomaram conta da Europa no século XIX, a Espanha chegou ao século seguinte ainda se mantendo sobre o comando de um regime monárquico. Nesse período, os movimentos de esquerda espanhóis se dividiam entre duas facções que se colocavam contra os graves problemas enfrentados pelo país e a manutenção da monarquia. Em geral, o país observava a ascensão de grupos políticos de tendência comunista, socialista e anarquista.

A partir de 1910, esse movimento de oposição das esquerdas comandou diversas manifestações trabalhistas e organizou vários comandos de greve. A situação chegou a um ponto insustentável e, com isso, o regime absolutista espanhol abdicou do poder para deixar a nação sobre o controle dos militares. O general Primo Rivera, em 1923, instalou um governo ditatorial com apoio dos monarquistas. Ainda assim, os movimentos de esquerda não perderam suas forças e impuseram o fim da ditadura militar em 1930.

Após uma frustrada tentativa de reconstituição da monarquia, a Espanha implantou uma reforma política que marcou o início da chamada Segunda República. No final de 1931, o país ganhou uma nova carta constitucional e elegeu Niceto Alcalá Zamora como novo presidente espanhol. Entre outras ações, o novo governo descentralizou o poder, instituiu um regime eleitoral com voto livre direto, fixou novos salários, iniciou uma reforma agrária e promoveu a separação entre Igreja e Estado.

Essas duas medidas em especial desagradaram profundamente os setores ligados aos grandes fazendeiros e os clérigos católicos. Ao mesmo tempo, os movimentos de esquerda julgavam as novas medidas extremamente limitadas e setores mais conservadores do meio militar desejavam o retorno da monarquia. No ano de 1932, uma tentativa de golpe foi ensaiada por alguns militares fiéis à realeza. Paralelamente, as esquerdas se manifestaram em novas greves e na organização de protestos públicos.

Ao longo da década de 1930, a delicada situação política ganhou novos contornos com a polarização política instituída por dois novos movimentos: a Falange Tradicionalista Espanhola, defensora de um regime totalitário no país; e a Frente Popular de Esquerda, que agrupava líderes socialistas, comunistas e anarquistas. Nas eleições de 1936, a Frente Popular ganhou uma expressiva quantidade de votos e conseguiu eleger o presidente Manuel Azaña.

Acuada com a derrota eleitoral, a direita espanhola pediu apoio político para a Alemanha nazista e ao governo fascista italiano. Enquanto isso, o novo governo tentou instituir seu projeto de reforma agrária e concedeu aumento salarial para as classes trabalhadoras. A tensão política arrebentou com o início de uma guerra civil, em julho de 1936. Os partidários da Falange logo conseguiram expressivas vitórias, graças à ação do general direitista Francisco Franco.

O triunfo dos falangistas foi garantido pelo massivo apoio militar cedido pelos alemães e italianos. Do outro lado, esquerdistas e democratas tentavam conter o triunfo de Francisco Franco. Mediante esse conflito, a Internacional Comunista convocou diversos de seus membros para lutarem em favor da esquerda espanhola, formando as Brigadas Internacionais. Além disso, a União Soviética também demonstrou seu apoio à Frente com o envio de tropas.

Entre os anos de 1936 e 1937, vários combates arrasaram a nação espanhola. Entre as mais violentas e famosas batalhas acontecidas nesse período, destacamos o bombardeio aéreo dirigido contra a cidade de Guernica, tema de uma das mais famosas obras do pintor Pablo Picasso. No ano de 1938, os franquistas já tinham controlado as principais cidades do território espanhol. Além disso, a União Soviética assinou um armistício com a Alemanha e retirou suas tropas da Espanha.

Em março de 1939, os exércitos do general Franco conseguiram tomar posse da cidade de Barcelona após uma sangrenta batalha, onde 30 mil republicanos foram executados. A partir de então, Francisco Franco se tornou líder máximo da nação espanhola, deixando o cargo somente em 1975. De acordo com algumas estimativas, em seu breve período de duração, a Guerra Civil Espanhola foi responsável pela morte de mais de um milhão de pessoas.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

Século XVI a XIX :Guerra dos Trinta AnosParaguai

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Guerra dos Trinta Anos: o conflito que mobilizou várias das monarquias européias.

A Europa do século XVII encontrava-se em uma nova configuração onde várias nações tinham o interesse em ampliar seus poderes no continente por meio da conquista de novos mercados e territórios. Contudo, o despertar da concorrência entre as várias monarquias centralizadas, firmadas entre a Idade Média e a Idade Moderna, provocou vários conflitos e guerras. Foi nesse contexto que observamos a ocorrência da Guerra dos Trinta Anos, desenvolvida entre 1618 e 1648.

Para dar uma breve noção dos motivos que desenvolveram essa guerra devemos citar a situação do Sacro-império Germânico após o desenvolvimento das reformas protestantes. Naquela região, marcada como berço da Reforma, haviam diferentes reinos dirigidos por príncipes de orientação católica e protestante. Essa diversidade muitas vezes implicava em uma grande tensão política onde os reis de uma determinada região não aceitavam a prática de uma religião contrária à sua fé particular.

Um exemplo dessa situação aconteceu quando o imperador Rodolfo II passou a combater o protestantismo por meio da destruição de igrejas e a promoção de leis que reforçavam o poderio católico na região. Em pouco tempo, os príncipes protestantes reagiram à imposição criando a Liga Evangélica, que combatia os desmandos promovidos pela intolerância religiosa real. Do outro lado, os monarcas católicos germânicos criaram a Liga Sagrada, apoiada por outras monarquias ligadas à Igreja Romana.

A intransigência dos reis católicos na Boemia foi sentida com maior força, pois essa região do Sacro-Império era de maioria católica. Em maio de 1618, os protestantes promoveram um levante na cidade de Praga, que acabou despertando o interesse de outras nações anticatólicas em impedir a ampliação do poder dos Habsburgos, dinastia germânica interessada em combater o protestantismo no Sacro-Império e ampliar seu domínio político-territorial.

Inicialmente, as tropas que compunham a liga Sagrada conseguiram se sobrepor aos exércitos protestantes e, com isso, a dinastia Habsburgo desfrutou de um grande território controlado por uma monarquia centralizada e apoiada pela Igreja Romana. Dessa forma, o surgimento desse poderoso e agressivo poder acabou despertando a preocupação de outras nações européias que defendiam o protestantismo ou temiam a consolidação de uma forte concorrente no cenário mercantilista.

A Dinamarca foi a primeira nação que se manifestou contra o grande reinado católico que se formava no Sacro-Império. Paralelamente, os holandeses também apoiaram a reação protestante ao dispor de armas e exércitos que lutaram ao lado dos príncipes protestantes germânicos. Claro que por de trás dessas disputas havia o interesse dinamarquês em recuperar ducados que sofriam a intervenção dos monarcas católicos do Sacro-Império Germânico. Entre 1625 e 1627, novas lutas reafirmaram a superioridade dos exércitos da Liga Sagrada.

Dessa maneira, a supremacia dos Habsburgo foi instituída com a dominação sob os territórios e bens dos protestantes que, com a assinatura da Paz de Augsburgo, em 1555, haviam tomado posses católicas. O evento enfraqueceu o poderio econômico do Estado dinamarquês e despertou a preocupação da Coroa Francesa, que negociou a entrada das tropas suecas na luta contra os Habsburgos com a promessa de ceder territórios que garantiriam sua hegemonia na região báltica.

Nessa nova empreitada, os exércitos suecos liderados sob a rígida disciplina do rei sueco Gustavo Adolfo conseguiu expressivas vitórias que contavam com o apoio dos príncipes alemães protestantes. Com isso, os católicos tenderam a negociar o fim dos conflitos para que o equilíbrio político no Sacro-Império pudesse preservar em condições básicas o poderio dos católicos. Dessa maneira, os protestantes conseguiram renegociar algumas perdas impostas pelo Édito de Restituição.

A partir de então, os franceses resolveram intervir diretamente no conflito declarando guerra contra os Habsburgos e todas as monarquias que fossem aliadas dos católico-germânicos. O poderoso exército francês conseguiu aniquilar todas as forças inimigas que, mesmo com as sucessivas derrotas, não estavam dispostas a se render. A essa altura a guerra perdeu toda a sua motivação religiosa ao ver a França, nação tradicionalmente católica, lutando contra outras nações que professavam a mesma fé.

O tratado de Westfália (1648), negociado nos anos finais da guerra, pretendia acabar com o conflito que mobilizou quase toda a Europa. A França, extremamente beneficiada com o acordo, obrigou os Habsburgos a levarem seu projeto expansionista em direção ao Império Turco-Otomano e obteve domínio sob as regiões do Rossilhão, Alsácia e Lorena. Além disso, nações como a Suíça e a Holanda (Países Baixos) conseguiram consolidar a independência de seus estados.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

As Cruzadas A Quarta Cruzada

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A invasão da cidade de Bizâncio, principal alvo da Quarta Cruzada.
A Quarta Cruzada é uma das mais importantes cruzadas da Idade Média. Incentivada pelo Papa Inocêncio III, a quarta cruzada foi responsável pela tomada da cidade de Constantinopla, antiga capital do Império Romano do Oriente. De início, a Quarta Cruzada seria justificada pelo fracasso obtido em recuperar o domínio cristão sob a cidade de Jerusalém. Dessa maneira, o forte apelo religioso da pregação do Papa Inocêncio III conseguiu agregar um amplo número de cruzados.

Reunidos na cidade de Veneza, os cruzados também foram patrocinados pelos comerciantes da região. Os mercadores venezianos tinham grande interesse em fixarem um entreposto comercial no Mar Mediterrâneo. Além disso, a antiga tradição comercial bizantina fazia dessa cruzada um atrativo negócio para os comerciantes de Veneza. Utilizando de armas, utensílios e navios cedidos pelos comerciantes, os cruzados chegaram ao Império Bizantino em 24 de junho de 1203.

Mesmo incentivados pela antiga hostilidade que os gregos tinham contra os ocidentais, principalmente os latinos, as forças de Bizâncio não tiveram habilidade para controlar o grande número de soldados europeus que tomaram a cidade de assalto. Chegando à capital do Império, em abril de 1204, os cruzados realizaram um grande saque que abarrotou navios com ouro, prata, jóias, artesanato e relíquias sagradas.

Com o processo de invasão de Constantinopla, o Império Bizantino perdeu sua unidade territorial e séculos depois seria controlada pelos turco-otomanos, em 1453. Por fim, chegamos à conclusão que a Quarta Cruzada serviu do apelo religioso que reclamava o controle dos cristãos sobre a cidade de Jerusalém para empreender um dos mais bem sucedidos empreendimentos econômicos estabelecidos pelos nobres e comerciantes europeus da Baixa Idade Média.

Guerra Idade Média : Os combatentes árabes

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O soldado que participava voluntariamente da jihad tinha grande prestígio entre os muçulmanos.
Ao longo do século VII, a religião muçulmana teve a incrível capacidade de formar um enorme império que abrangia áreas que iam da Ásia Central até a Península Ibérica. Organizando um exército formado por membros de várias tribos, os seguidores de Maomé tiveram a capacidade de vencer um grande número de saques e batalhas que, posteriormente, teriam importância fundamental no processo de disseminação do islamismo pelo mundo.

Inicialmente, os praticantes do islamismo se voltaram contra os comerciantes da cidade de Meca por conta do controle comercial exercido naquela cidade. Nessa empreitada, os exércitos islâmicos conseguiram receber expressivo apoio dos moradores de Medina, cidade de onde foi possível desenvolver a conquista da cidade de Meca. A partir de então, os convertidos ao islamismo deram continuidade a tais empreitadas militares conquistando outros povos.

Essa seria a largada de uma série de outros conflitos que seriam teologicamente justificados pela jihad, mais conhecida como “guerra santa”. A luta contra os povos considerados infiéis foi tomando diferentes características e os combatentes passaram a ter origem distinta nas fileiras dos exércitos muçulmanos. Ao longo das décadas, o interesse crescente em dominar novas terras abriu terreno para a contratação de mercenários que passaram a defender a causa política, religiosa e comercial dos árabes.

Aqueles que lutavam por interesses de ordem particular e não eram convertidos, ocupavam a mais baixa posição na organização militar islâmica. Para chegar a ocupar a condição de soldado, o combatente deveria pelo menos se confessar como um fiel seguidor do Alcorão. Entre tantos guerreiros, o mais valorizado entre todos era o ghazi, tipo de soldado que ia para o campo de batalha de forma completamente voluntária. Ao morrer, esse se tornava um mártir e recebia diversas bênçãos celestiais.

Ao contrário dos que muitos chegam a acreditar, a jihad não se limitava ao apoio que o islamismo dava à conquista de outras nações. Dentro da literatura islâmica, esse termo tem o significado de “esforço” e, por isso, acaba ganhando uma dimensão significativa bem maior daquela que normalmente temos ciência. Segundo os ensinamentos de Maomé, os conflitos militares seriam uma espécie de “jihad menor”, se comparados à busca do constante aprimoramento pessoal e espiritual.

Depois que o profeta Maomé faleceu, a conquista de novas terras teve prosseguimento com a ação de quatro califas que dividiram o poder entre si. A cada região conquistada, o processo de conversão religiosa era sedimentado pela transferência de árabes para a localidade. Além disso, a conversão também foi propagada por políticas econômicas que ofereciam vantagens aos estrangeiros que se convertiam aos ensinamentos da crença muçulmana.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

Segunda Guerra Mundial

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A Segunda Guerra reavivou as disputas imperialistas do início do século XX.

Considerada uma verdadeira guerra mundial, a Segunda Guerra foi conseqüência de um conjunto de continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial. Os confrontos foram divididos entre duas grandes coalizões militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha e Japão. Em conseqüência de suas maiores dimensões, os conflitos foram desenvolvidos na Europa, Norte da África e países do Oceano Pacífico.

No período entre 1918 e 1939, a economia mundial sofreu um grande abalo gerado pela crise de 1929. Na época, a economia dos EUA financiava e fornecia produtos às principias nações européias atingidas pelos conflitos da Primeira Guerra Mundial. Além disso, a miséria de algumas nações, como no caso da Itália e da Alemanha, propiciou a ascensão de grupos políticos nacionalistas de extrema direita. Ao mesmo tempo, as disputas imperialistas ainda dominavam a concorrência da economia mundial.

A Liga das Nações, órgão instituído para manter a paz entre as nações, não conseguiu cumprir o seu papel, e esfacelou mediante a corrida militarista preparada pelas nações inconformadas pela hegemonia política e militar exercida pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial. Sem possuir uma única razão, essa guerra foi conseqüência do exacerbado desenvolvimento industrial das nações européias. De certa forma, levando em consideração suas especificidades, a Segunda Guerra parecia uma continuidade dos problemas da Primeira Guerra.

Primeira Guerra Mundial

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As lutas deflagradas na Primeira Guerra Mundial.

Marcada como o primeiro grande conflito internacional da Era Contemporânea, a Primeira Guerra Mundial foi responsável por uma grande reviravolta. Os valores de racionalistas tão celebrados pelo século XIX, entraram em crise mediante o clima de contendas fomentadas pela intensa disputa econômica da fase concorrencial e financeira do capitalismo.

A Inglaterra já não era aquela nação imbatível economicamente. A formação de novos estados nacionais na Europa concebeu novos concorrentes comerciais. Áustria, França e Alemanha implementaram uma violenta política de expansão econômica. Ao mesmo tempo, essas nações disputaram regiões no continente africano e asiático. Tais regiões eram de vital importância para que as potências econômicas européias tivessem grande disponibilidade de matéria-prima e grandes mercados consumidores.

As regiões periféricas da Europa também eram alvo dessa mesma contenda. A Península Balcânica foi motivo de brigas que, na verdade, escamoteavam a disputa econômica dessas nações. Por fim, no início do século XX, a Tríplice Entente (formada pela Inglaterra, França e Rússia) e a Tríplice Aliança (formada pela Alemanha, Áustria e Itália) eram os dois blocos que representavam a discórdia política e econômica do período.

Os horrores dessa guerra não foram suficientes para acabar com esse problema. O mundo foi obrigado a suportar mais uma guerra mundial, que somada à primeira, na verdade demonstrava um triste quadro de um mundo subordinado ao interesse econômico e às armas.

Guerra Fria

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A ideologia da Guerra Fria
No ano de 1945, antes do fim da Segunda Guerra Mundial, reuniram-se na Crimeia, em Yalta, Stalin, Churchill e Roosevelt, para definir o que aconteceria no mundo após a guerra, na intenção de criar alianças com algumas nações.

Ao término da Segunda Guerra, os aliados não se encontraram coesos. Temia-se que a União Soviética apoiasse os partidos comunistas, e influenciasse toda a região. Em contrapartida, Stalin desconfiava que os EUA pudessem ter exclusividade sobre a bomba atômica.

Militarmente, as duas potências, Estados Unidos e União Soviética, a fim de garantir suas áreas de influência, colocavam seus arsenais bélicos, inclusive nucleares, em permanente exposição. Com o mesmo intuito, assinaram tratados militares com seus aliados, criando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), liderada pelos Estados Unidos, e o Pacto de Varsóvia, liderado pela União Soviética. A rivalidade entre as duas potências levou o mundo a um período de tensão conhecido como Guerra Fria.


A Guerra Fria teve características peculiares e paradoxais, pois, apesar da ausência de confronto, já que num eventual embate pouco sobraria do planeta, a corrida armamentista não tinha fim, porque cada salto tecnológico exigia renovação dos arsenais.

No entanto, o lado soviético ficou sem capital para continuar expandindo o seu “negócio bélico” e começou a apresentar, em meados dos anos 70, propostas de desarmamento ao inimigo perplexo, os EUA, que havia feito da indústria bélica um dos carros-chefes de sua economia.

Guerras Napoleônicas

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Napoleão, o líder militar que consolidou os avanços da Revolução Francesa.
O processo revolucionário francês foi responsável pela disseminação de ideais que conquistaram toda a Europa do século XIX. Entretanto, o triunfo alcançado pelo movimento francês foi intensamente combatido pelas monarquias européias que olhavam com temor aquele levante de caráter liberal. Com isso, é de fundamental importância que também concedamos destaque à importância das vitórias militares da França Revolucionária contra os seus inimigos.

Foi justamente a essa altura da revolução, ameaçada pela instabilidade da fase jacobinista, que o general Napoleão Bonaparte teve grande destaque e, pouco tempo depois, simbolizou o avanço das idéias de liberdade, igualdade e fraternidade. Inicialmente, Napoleão ganhou prestígio militar mediante suas bem-sucedidas vitórias ocorridas no Egito e na Península Itálica. De origem humilde, foi logo aclamado a condição de herói nacional.

Buscando uma figura política fiel e, ao mesmo tempo, prestigiada pelos populares, a alta burguesia logo se aliou à figura do ambicioso comandante. Já na reforma política que deu origem ao Consulado (1799), Napoleão Bonaparte tinha grandes funções políticas dentro da França. Passados apenas cinco anos, o líder militar alcançou o posto de imperador com a massiva aprovação da burguesia e os aplausos de uma população eufórica.

A partir desse momento, o chefe político-militar da França deu ênfase ao seu ambicioso projeto: transformar o país em uma grande potência econômica. Para tanto, iniciou um opulento conjunto de guerras que visava enfraquecer as monarquias contrárias a seu governo. A Terceira Coligação – formada por Inglaterra, Rússia e Áustria – tentou derrubar o governo de Napoleão. Inicialmente, os ingleses venceram os exércitos napoleônicos durante a Batalha Naval de Trafalgar.

No entanto, o habilidoso chefe de Estado respondeu os exércitos monarquistas com uma histórica vitória nas batalhas de Austerlitz e Ulm, onde abateu as forças russo-austríacas. O avanço de Napoleão em território germânico resultou na extinção do Sacro Império e a criação da Confederação do Reno, controlada pelo Estado francês. A conquista desse espaço rendeu importantes conquistas econômicas à França. Contudo, a hegemonia da força industrial britânica ainda era um grande obstáculo econômico.

Com isso, no ano de 1806, Napoleão Bonaparte instituiu o Bloqueio Continental, decreto que proibiu todas as nações européias de estabelecerem comércio com a Inglaterra. Os países que comprassem manufaturas ou fornecessem matéria-prima aos britânicos estariam sujeitos à represália militar do poderoso exército francês. Nos dois anos seguintes, cumprindo as determinações do Bloqueio, as tropas francesas empreenderam a invasão da Espanha e de Portugal.

Entre 1806 e 1807, Napoleão derrotou a Quarta Coligação com as vitórias obtidas em Friedland, Iena e Eylau. A aparente indestrutibilidade do exército napoleônico acabou estabelecendo a aliança com os russos, após a assinatura do Tratado de Tilsit. Logo depois de dominar os países ibéricos, Napoleão ainda conseguiu abafar a reação militar austríaca com a vitória conseguida na Batalha de Wagram, ocorrida no dia 6 julho de 1809.

No ano seguinte, o poderio militar, político e econômico da França Napoleônica pareciam ser inabaláveis. Destituindo as tradições monárquicas em cada território conquistado, Napoleão se tornava um divulgador dos princípios liberais que norteavam sua forma de governo. Entretanto, o herói dos franceses tratava com autoritarismo as populações colocadas sob sua tutela. Em pouco tempo, a postura política do Império Francês motivou uma série de rebeliões nacionais pela Europa.

Gradualmente, as forças francesas deram seus primeiros sinais de instabilidade mediante as revoltas populares. Nesse mesmo período, ignorando a aliança firmada com os franceses, o czar russo Alexandre I abriu os portos de seu país para as embarcações inglesas. Inconformado com a traição da Rússia, Napoleão Bonaparte enviou uma tropa de 600 mil homens para consolidar a domínio sob o extenso território russo. No entanto, o rigoroso inverno russo e a tática de “terra arrasada” abalaram os exércitos franceses.

Sofrendo com o frio e com a fome, somente 30 mil soldados conseguiram retornar para a França. Nesse momento, percebendo a fraqueza militar de Napoleão, as monarquias européias formaram a Sexta Coligação, composta por Inglaterra, Prússia, Rússia e Áustria. Em 1813, durante a Batalha de Leipzig – também conhecida como a Batalha das Nações – os exércitos monarquistas conseguiram impor mais uma grande derrota contra os franceses.

Completamente abatido, Napoleão Bonaparte foi obrigado a assinar o Tratado de Fontainbleau. Neste documento, o líder nacional francês abria mão de seu governo em troca de uma pensão de milhões de francos anuais e o exílio na pequena Ilha de Elba. Em seu lugar, o rei Luís XVIII, irmão do guilhotinado Luís XVI, restaurou a monarquia francesa sob a liderança da dinastia Bourbon. Entretanto, um novo golpe foi executado por grupos bonapartistas.

Com o apoio de cerca de 1200 soldados, Napoleão fugiu de seu exílio e retomou o controle do governo francês, em março de 1815. Voltando o poder, no chamado Governo de Cem Dias, Napoleão teve pouco tempo para organizar uma ofensiva militar contra os exércitos da Sétima Coligação. Na Batalha de Waterloo, sob a liderança das forças inglesas do duque Wellington, as forças napoleônicas foram definitivamente destruídas. Dessa vez, Napoleão foi exilado na ilha africana de Santa Helena, onde morreu em 1821.

A derrota definitiva de Napoleão incitou as monarquias européias a empreenderem uma reunião com o objetivo de reorganizar a Europa revirada pelo audacioso general francês. Durante o Congresso de Viena os territórios europeus foram reorganizados de acordo com as posteriores convenções monárquicas. Paralelamente, a França foi obrigada a pagar diversas indenizações pelos conflitos deflagrados ao longo desse período. Por fim, as monarquias criaram a Santa Aliança, um exército internacional de caráter anti-revolucionário.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

Guerra dos Cem Anos

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Por meio das vitórias militares iniciadas por Joana D’Arc, os franceses conseguiram vencer a Guerra dos Cem Anos.
A Guerra dos Cem Anos foi um conflito que marcou o processo de formação das monarquias nacionais da França e da Inglaterra. No plano político, essa guerra foi motivada pela crise política que tomou conta da França depois da morte de Filipe, O Belo, em 1328. Buscando desfrutar das vantagens econômicas provenientes da unificação das coroas, o rei britânico Eduardo III exigiu o trono francês, pois era neto do falecido monarca francês.

Além disso, o interesse econômico também explica esse desgastante confronto. Nesse período, os monarcas preocupavam-se em fortalecer seu poder político através da cobrança de impostos. Foi a partir dessa situação que ingleses e franceses disputaram o controle fiscal sobre a próspera região de Flandres. Por um lado, os ingleses buscavam controlar Flandres pelo fato de fornecer a lã utilizada pelos seus tecelões. No entanto, a França exercia o controle político na região por causa de antigos vínculos feudais.

Em grande parte do confronto, os ingleses venciam os exércitos franceses impondo uma pesada derrota. No ano de 1415, as tropas inglesas tomaram parte do território francês aprisionando o rei Carlos VI e dominando a cidade de Paris. O triunfo britânico foi logo legitimado com a assinatura do Tratado de Troyes, que transferiu a porção norte da França para os domínios do rei inglês Henrique V. Até então, parecia ser impossível que os franceses pudessem reverter a supremacia alcançada pelos britânicos.

Entretanto, no ano de 1429, o papel desempenhado por uma obstinada francesa chamada Joana D’Arc deu outros destinos para esse conflito. Liderando um pequeno exército organizado pelo monarca Carlos VII, essa lendária guerreira conseguiu reconquistar a região de Orleans do domínio inglês. Logo em seguida, a euforia causada com essa conquista também possibilitou a retomada de Reims. Imediatamente, os ingleses ficaram alarmados com os feitos daquela desconhecida camponesa.

Enquanto Carlos VII foi aclamado como novo rei da França, os ingleses planejavam capturar e assassinar Joana D’Arc. Aprisionada graças aos esforços do duque de Borgonha, Joana D’Arc foi oferecida aos tribunais eclesiásticos sob a acusação de bruxaria. Julgada e condenada, a heroína francesa foi queimada viva na cidade Rouen, no ano de 1431. Com isso, os ingleses almejavam abafar uma possível reação militar por parte da França.

No entanto, as conquistas empreendidas pela santificada guerreira mobilizou a população francesa em novas batalhas contra a Inglaterra. Espelhados em Joana D’Arc, os franceses impuseram seguidas derrotas aos exércitos britânicos. Em 1453, a conquista da cidade de Bordeaux obrigou os ingleses a admitir sua derrota, dando fim à Guerra dos Cem Anos. Depois disso, o poder real francês ganhou amplos poderes sob a tutela do rei Carlos VII.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

Guerra do Iraque

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Guerra do Iraque: um conflito injustificado contra um dos integrantes do “eixo do mal”.
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos entraram em alerta contra seus possíveis inimigos. Empreenderam uma guerra contra os afegãos derrubando o governo talebã, mas não conseguiram capturar o terrorista Osama Bin Laden. Paralelamente, o presidente George W. Bush criou a Lei Antiterrorismo, pela qual o Estado teria o direito de prender estrangeiros sem acusação prévia e violar determinadas liberdades individuais.

Nesse mesmo período, o governo norte-americano conseguiu a liberação de fundos do orçamento para o investimento em armas, no valor de 370 bilhões de dólares. Com o passar do tempo, o fracasso na captura de Bin Laden direcionou atenção do governo norte-americano contra outros possíveis inimigos dos EUA. O chamado “eixo do mal” teria como alvos principais alguns países como Irã, Coréia do Norte e Iraque. Este último, comandado por Saddam Hussein, foi o primeiro a ser investigado pelos EUA.

No ano de 2002, o presidente George W. Bush iniciou uma forte campanha contra as ações militares do governo iraquiano. Em diversas ocasiões, denunciou a presença de armas de destruição em massa que poderiam colocar em risco os Estados Unidos e seus demais aliados. Após denunciar a produção de armas químicas e biológicas no Iraque, os EUA conseguiram que uma delegação de inspetores das Nações Unidas investigasse o estoque de armamentos controlados por Saddam Hussein.

Em fevereiro de 2003, os delgados da ONU chegaram à conclusão que não havia nenhum tipo de arma de destruição em massa no Iraque. Contudo, contrariando a declaração do Conselho de Segurança da ONU, o presidente George W. Bush formou uma coalizão militar contra os iraquianos. No dia 20 de março de 2003, contando com o apoio de tropas britânicas, italianas, espanholas e australianas, os EUA deram início à guerra do Iraque com um intenso bombardeio.

Em pouco tempo, a força de coalizão conseguiu derrubar o governo de Saddam Hussein e instituir um governo de natureza provisória. Em dezembro de 2003, o governo estadunidense declarou sua vitória contra as ameaçadoras forças iraquianas com a captura do ditador Saddam Hussein. A vitória, apesar de “redimir” as frustradas tentativas de se encontrar Bin Laden, estabeleceu um grande incômodo político na medida em que os EUA não encontraram as tais armas químicas e biológicas.

Passados alguns meses, a população iraquiana foi levada às urnas para que escolhessem figuras políticas incumbidas de criar uma nova constituição para o país. Passadas as apurações uma nova carta foi criada para o país e o curdo Jalal Talabani foi escolhido como presidente do país. Em um primeiro momento, tais episódios indicariam o restabelecimento da soberania política do país e o fim do processo de ocupação das tropas norte-americanas.

No entanto, o cenário político iraquiano esteve longe de uma estabilização. Os grupos políticos internos, sobretudo dominados por facções xiitas e sunitas, se enfrentam em vários conflitos civis. Ao longo desses anos de ocupação, os Estados Unidos vem empreendendo uma batalha que não parece ter fim, pois as ações terroristas contra suas tropas continuam ocorrendo. Em 2008, com o fim da era George W. Bush existe uma grande expectativa sobre o fim da presença militar dos EUA no Iraque.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola